O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e representa uma parcela importante dos tumores malignos diagnosticados no país. E, quando identificado no início e tratado corretamente, ele costuma ter altas chances de cura e, no caso do melanoma, a detecção precoce pode trazer chance de cura acima de 90%.
Na prática, isso reforça um ponto simples (e poderoso): olhar para a pele com atenção e procurar avaliação ao notar mudanças pode fazer toda a diferença. Em São Paulo, a Dra. Marta Shimizu conduz uma avaliação dermatológica minuciosa, com foco em diagnóstico preciso, prevenção e condutas seguras, incluindo a indicação de procedimentos cirúrgicos quando necessários.
Tipos de Câncer de Pele Tratados
Existem diferentes tipos de câncer de pele, com comportamentos e riscos distintos. Por isso, a consulta é o momento de identificar o tipo de lesão, avaliar características clínicas e definir a melhor conduta, que pode incluir biópsia e/ou tratamento cirúrgico.
Carcinoma Basocelular (CBC) e Espinocelular (CEC)
O carcinoma basocelular (CBC) é o tipo mais comum e, em geral, cresce lentamente, com grande chance de controle quando tratado no tempo certo. O carcinoma espinocelular (CEC) também é frequente e pode exigir atenção especial quando há sinais de agressividade, localização de risco ou demora no diagnóstico. Em ambos, a avaliação médica define a necessidade de remoção e o planejamento do melhor fechamento possível.
Melanoma Cutâneo
O melanoma é menos frequente, porém mais agressivo, e por isso a detecção precoce é tão enfatizada. A SBD destaca que, quando há diagnóstico precoce, as chances de cura podem ser superiores a 90%.
Quando suspeitar de uma lesão? (Regra ABCDE)
Nem toda pinta é perigosa, mas algumas mudanças merecem avaliação. Uma forma de observar sinais suspeitos é a Regra ABCDE, usada para orientar o olhar sobre lesões pigmentadas: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro e Evolução (mudança ao longo do tempo).
Além do ABCDE, também vale atenção para sinais como: ferida que não cicatriza, lesão que sangra com facilidade, crescimento rápido, coceira persistente ou mudança de textura. Em caso de dúvida, a recomendação é não esperar: avaliação dermatológica é a forma mais segura de esclarecer.
O Tratamento Cirúrgico: Exérese com Margens de Segurança
Quando a indicação é cirúrgica, o objetivo do tratamento é remover completamente a lesão, com planejamento técnico para reduzir risco de recidiva e, ao mesmo tempo, buscar o melhor resultado possível do ponto de vista funcional e estético.
De forma geral, a exérese com margens de segurança é uma abordagem comum para retirar o tumor e garantir que não permaneçam células comprometidas nas bordas. A definição de técnica e margem depende do tipo de câncer, tamanho, localização e achados do exame — e o acompanhamento do resultado anatomopatológico ajuda a confirmar o controle da lesão.
Prevenção e Acompanhamento Pós-Cirúrgico
Depois do tratamento, a prevenção continua sendo parte essencial do cuidado. O acompanhamento pós-cirúrgico ajuda a avaliar cicatrização, orientar proteção solar e manter vigilância para novas lesões, porque pessoas que já tiveram câncer de pele podem precisar de seguimento regular.
Na rotina, medidas simples contam muito: fotoproteção diária, evitar exposição intensa ao sol, observar mudanças na pele e manter consultas periódicas de rastreio, principalmente quando há histórico pessoal, familiar ou exposição solar importante.